Cadê meu dinheiro?

Por Carlos Giordano Jr.NOTICIA_3237

Uma das dificuldades mais comuns na gestão de uma empresa é o controle das finanças, em função de ser estratégica e crucial na sustentabilidade do negócio. Mas não conhecer profundamente o fluxo de caixa é o caminho para o fracasso certeiro da organização. Esse fluxo oferece a possibilidade de visualizar e compreender todas as movimentações financeiras dentro de um período que se queira medir.

O Fluxo de caixa é uma ferramenta crucial gerencial que controla e fornece indicadores de informações gerenciais de todos os movimentos financeiros como as entradas e saídas de valores diárias, semanais, mensais, etc., e é abastecido por dados obtidos de controles ou sistemas de contas a pagar, contas a receber, das vendas, das despesas, dos saldos de aplicações financeiras, saldos em caixa e bancos, enfim, todos os elementos que expressem os movimentos de recursos financeiros da empresa.

Analítico ou resumido, com ou sem gráficos, no sistema ou fora dele, na planilha ou no caderno, o fluxo de caixa permite identificar as necessidades de caixa, possibilitando planejar melhor seus objetivos num futuro mais claro, alcançado pelos passos mais assertivos dados no presente.

As variações ou contingências que ocorrem no dia a dia, podem ser monitoradas de forma a lidar com situações de custos elevados de obtenção de créditos para cobertura imediata das necessidades não planejadas.

Para se visualizar melhor essa ferramenta, imagine fazer a gestão da empresa de forma a planejar e controlar as entradas e saídas de caixa num período de tempo determinado, avaliando se as vendas auferidas estão sendo executadas de forma a cobrir os desembolsos futuros já previstos, auxiliando o gestor a tomar decisões antecipadamente, com foco na sobra ou falta de caixa.

Com isso é possível compreender se a empresa está produzindo dinheiro com folga ou com extrema dificuldade, indicando algumas necessidades de correções de rota nas estratégias comerciais e financeiras que auxiliem na dinâmica do caixa, como promoções de vendas, liquidações ou mesmo redução de preços para movimentar estoques.

Além disso, permite ao gestor ou empresário, perceber se os recursos financeiros ou o capital de giro próprio são suficientes para que o negócio se sustente, ou se a obtenção de capital de terceiros poderá facilitar essa caminhada.

Esse acompanhamento de forma correta e sistêmica, indica se o fluxo financeiro gerado pelo giro do estoque está sendo suportado pelo capital disponível, ou se a empresa deverá mudar sua política de vendas girando o capital mais rápido, comprando à prazo e vendendo à vista, no sentido de produzir sobras no caixa.

E finalmente, demonstra claramente se as decisões de assumir compromissos futuros poderão ser suportadas pela capacidade de liquidez da organização.

Gerar um relatório de fluxo de caixa é tarefa simples e de fácil entendimento, entretanto, há que se levar em conta as origens das informações disponíveis, atualizadas e conciliadas, auditando constantemente os processos de controles gerenciais.

Se identificada a falta de recursos financeiros, deve-se imediatamente rever as estratégias, devendo se observar a possibilidade de renegociar saldos com fornecedores, revisar sistemas de cobrança, política de pricing, fazer gestão de estoques mínimos, reduzir prazos de vendas, programar as compras, vender ativos ou equipamentos ociosos ou disponíveis.

Se houver sobra de recursos no caixa da empresa, o gestor poderá indicar a melhor forma de aplica-lo, fomentando um aumento de vendas, aplicando em estoques, mercado financeiro, provisões ou antecipações de pagamentos mediante descontos financeiros. Porém cuidado, pois sobra de caixa pode enganar trouxa. Analise sempre o fluxo de caixa no curto, médio e longo prazo.

Realizando um orçamento prévio, o gestor poderá acompanhar a evolução do fluxo de caixa previsto e realizado, permitindo a ele corrigir seus objetivos através de um plano ação estratégico mais eficiente.

Para início da jornada, tire uma foto da empresa, analise a posição financeira, descobrindo como está distribuído o capital de giro. Depois disso, trabalhe com disciplina e com controles financeiros eficientes e auditados sistematicamente, afim de não se surpreender com o rumo que a empresa levaria se estivesse a deriva.

Comece controlando o seu cartão de crédito e os carnês que estão na gaveta, com gastos efetivos que você fez com a grana que você ainda nem ganhou.

Pense nisso!

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Viagem para o futuro

Carlos Giordano Júnior

Por Carlos Giordano Jr.

Para essa viagem que programamos só precisamos fazer com que você aceite esse convite e se lance no desafio de convertê-lo em realidade.

Primeiramente conferimos a você também o conceito de que não poderá sair do lugar caso queira viajar sozinho. Essa viagem só poderá ser alcançada em equipe, aliás, com a equipe e pela equipe. Também devo dizer-lhe que para que obtenha sucesso, deverá fazer de tudo para motivar a sua equipe a querer viajar com você rumo ao seu próprio futuro.

PDCA (plan, do, check, action)

Planejamento, execução, conferência e correção através da meritocracia e da disciplina. Essa é a forma ideal de viajar. Veja como é fácil:

Para começar, onde quero ir?

Pare, pense e se veja no seu futuro. O que precisa fazer para chegar lá? Quais são os seus pontos bons que devem ser melhorados e quais ainda não são percebidos…

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A difícil arte de transformar a gastronomia em resultados

Por Carlos Giordano

Numa alquimia de contrastes culinários e, retratada como uma contra cultura culinária cuja origem histórica é comprovadamente oriunda dos desejos de sobrevivência da humanidade, a gastronomia tem espaço controverso no difícil mundo da gestão por resultados.

Na segunda metade do século 16 um francês chamado Menon, declarou em um estudo, o termo Nouvelle Cuisine, mostrando nuances de variações à cozinha clássica da época. Depois, novamente esse termo apareceu no voo inaugural do Concorde em fins de 1969, como grande novidade, espalhando-se desde a França novamente para o mundo. Esse apelo à simplicidade e elegância na criação e apresentação dos pratos, impunha respeito aos que, ao pé do fogão, se lançavam a esse desafio.

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Cozinha Medieval

Mas nem tudo é verdade. Há algo de poesia mesclada com história no tempero desse prato.

As faltas de matérias primas, de temperos, de insumos, de proteínas animais, de produtos básicos, de aromas e essências, enfim, a escassez de alimentos é que fomentaram a criatividade dos chefs a responsabilizarem-se por tantas mudanças ao longo do tempo.

A falta de proteína animal gerada pela ocupação do Terceiro Reich de Hitler em grande parte da Europa na Segunda Guerra Mundial, como exemplo, pode ter protagonizado essa revolução à mesa.

A gastronomia é uma arte que envolve a culinária de forma abrangente e poética, preocupando-se com todos os detalhes que remetem o comensal aos prazeres da sedução e dos desejos de satisfação. Preocupando-se em oferecer ambientes refinados com decoração e música, danças em algumas ocasiões festivas, apresentação dos pratos, sabores, aromas e fundamentalmente o serviço, a gastronomia rompe fronteiras clássicas da culinária, que se ocupa exclusivamente da confecção dos alimentos.

Esse prazer proporcionado pela gastronomia, tem sido um dos principais desejos depois da alimentação básica e muitos se degladiam na busca por satisfazê-lo.

Cultura milenar, a gastronomia protagonizou muitas mudanças sociais e até políticas na história da civilização.

Originalmente, o homem caçava e as mulheres catavam o que comer. Posteriormente, os recursos foram se escasseando, indicando o caminho para os grandes deslocamentos da história. Mais tarde, a fim de assegurar a sua sobrevivência, a humanidade se ocupou da domesticação dos animais para produção de carnes e da agricultura para abastecer-se de seus frutos. Com isso, no ciclo da oferta e procura, o homem criou raízes com a fartura produzida por suas técnicas, ao mesmo tempo em que gerara comerciantes nômades que se ocuparam em transpor barreiras culturais e distâncias enormes com o intuito de proporcionarem o abastecimento daquilo que não se conseguia produzir localmente.

Com o celeiro cheio e o fogão eternamente aceso, o povo engordou, se sedentarizou e cresceu. Esse aumento da população gerou novamente a escassez de alimentos e mais migrações históricas, guerras e revoluções gastronômicas em função das alternâncias de ofertas de produtos. Mais comércio e miscigenação cultural.

Marco Polo, o veneziano que em 1271 partiu com 17 anos para a Ásia, retornando 24 anos depois, rico, feliz e cheio de moral, percorreu quase metade do globo e foi o pai do comércio com o oriente, frequentando a China angariou novas riquezas culturais à clássica culinária europeia, trazendo farta influência nos aromas e sabores, com suas especiarias orientais.

E o tomate do molho tradicional italiano, que teve origem no México com os Astecas, os Incas no Peru e os com os Maias é adicionado à massa italiana, numa combinação perfeita. E a tal da massa tem sua origem nos assírios e babilônicos há 2500 anos a.C., depois reencontrada lá com os Judeus em Jerusalém em rituais hebreus, e posteriormente com os Árabes  no século IX, os quais se incumbiram de levá-la à Sicília, no portão mercante da Itália, chegando ao Brasil para deleite dos descendentes dessa cultura que, de italiana só tem a poesia.

O grandioso Império Romano ruiu-se sob os gastos atribuídos às suas conquistas rumo às especiarias e à riqueza dos sabores de outras pradarias. Muitos morreram ou renderam-se ao domínio escravagista por conta disso.

Com esse preâmbulo, conseguimos visualizar esses absurdos esforços que se exercem em tentar-se oferecer prazeres à mesa.

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Leonardo, aquele da Vinci, o tal inventor que pintou a moça que talvez fosse homem, chamada Monalisa, também foi artista de fogão com seu restaurante “ LeTre Rane” (as três rãs) na charmosa Firenze. Sócio de Botticelli, também artista das artes plásticas, inaugurou sua osteria com proposta vegetariana, até então desconhecida pela sociedade comensal da época. Ao oferecer-lhes inovações com seus lindos micro-pratos, ricamente decorados, numa cozinha limpa e revolucionária, pôs à falência o seu sonho nessa aventura florentina.

Essa busca continua pelo culto aos prazeres da mesa, com formações de associações gastronômicas, de confrarias, espaços gourmets ou clubes de gastronomia, no sentido de se viabilizarem mais prazeres a menores custos.

Cultura essa arquivada na memória do povo através das receitas que são na maioria, fáceis de se elaborar no fogão e dificílimas de transformá-las em dinheiro. Muitas batalhas deverão ser vencidas antes da vaca sair do fogão e ir direto para o brejo.

A conquista do prazer não se confunde com o mundo administrativo que é impiedoso e não permite falhas de gestão. Nessa ótica e nesse ambiente, percebemos que os empresários continuam vivendo no mundo da alquimia, da tentativa e dos erros. Isso é um pecado.

No Brasil vermelho de Dilma, o sinal verde para se prosseguir e a conta azul da contabilidade para validar, são cores lindas da nossa bandeira, mas não chegam ao banco pelas vias do caixa do restaurante. Os impostos são absurdos, as regras não são claras e o consumidor não pode pagar por isso.

Senão vejamos numa analogia com a história o que pode ter acontecido: A cozinha de Da Vinci ficou sem caixa para comprar cenouras, pois ninguém se propunha a pagar pelo serviço. O sonho acabou e o fogo apagou no fogão do inventor.

No mundo moderno, infelizmente, inventar é arriscar. E o dinheiro muitas vezes não permite isso.

O tal Fast Food americano chegou pela globalização, bem de mansinho, nas terras tupiniquins e aqui recebeu um tempero diferente. Inventamos a comida por quilo, rápida, fácil, variada, maravilhosa, feliz e destruidora da contabilidade de gestão dos custos. Nos demos muito bem com o rodízio do “coma a vontade” e do “espeto corrido”, mas, até quando alguém se proporá a pagar pelo que foi oferecido e não consumido.

Obrigados a inventar, como Da Vinci, a fórmula do sucesso, seguimos errando.

Para que a empresa sobreviva, contrariando tudo o que é natural, a final tudo que conhecemos tem começo, meio e fim, é preciso planejamento, gestão e muito conhecimento. A empresa não pode quebrar, não pode acabar. Entretanto, buscando isso, os sócios quebram, assim como Leonardo, o inventor da cozinha falida.

Saber o preço de um rodízio é fácil, basta buscar no Google pela churrascaria mais próxima de você. Todavia saber o custo de um rodízio, o Google não responde. Vai, tente.

A necessidade de se implantar uma metodologia adequada nos processos de controladoria, gestão financeira, contábil e fiscal, com controles de estoques múltiplos, processos de compras, estocagem, controles de desperdícios, roubos, perdas, controle de higiene, acompanhamento nutricional e das datas de validade dos produtos, preocupação com os processos de industrialização qualidade e conservação de alimentos, treinamento, capacitação, motivação e remuneração de funcionários se sobrepõem aquilo que se objetiva no negócio, qual seja o de satisfazer o cliente, dando-lhe prazer ao gerar lucro para o investidor.

Tudo seria fácil se tivéssemos o pó do pirlimpimpim na receita do melhor prato. No mundo da fantasia, faríamos o cliente viajar pelo universo dos prazeres gastronômicos, enquanto o dono do restaurante viajaria sem parar, levando dinheiro para o banco.

Restaurantes abrem e fecham como suas portas automáticas, num convite insano aos clientes para conhecerem sua capacidade de fracassarem em suas propostas. Infelizmente.

E onde está o erro, Senhor?

Casas fantasticamente decoradas, com ofertas de comidas exóticas, clássicas, caseiras, ricamente apresentadas, deliciosas, inovadoras, saborosas e nutritivas, com propostas de serviços impecáveis e cardápios super elaborados, com preços razoáveis, com serviços de manobristas, hostess à porta e maitres bem vestidos no salão, tornam o cliente muito satisfeito e o empresário realizado em seu ego no desejo de encantá-los. E fecham desgraçadamente.

Acontece que Leonardo da Vinci era inventor, mas não entendia de gestão. Ele criava e encantava, mas não sabia ganhar dinheiro.

Outrora o uso da ficha técnica, que de receita para a cozinha virou ferramenta de análise de custos, foi esquecida pela proposta do “pague pelo peso” ou pelo “coma à vontade” do rodízio e isso prejudicou todo o processo de gestão dos custos, inviabilizando a análise e planejamento de correções de rota em função dos resultados que somente são vistos quando a conta do banco fica da mesma cor do casaco da Dilma. E aí pode ser tarde. Muito tarde.

Neste caso, a arte de administrar tem que superar a arte de encantar. E isso, o chef de cozinha reluta em aceitar.

A receita está em se conseguir encontrar o CMV (custo da mercadoria vendida) dos seus produtos, através de controles reais, fundamentados nas boas práticas de gestão por resultados. Através dele o empresário conquistará a consciência administrativa necessária para saber o quanto cobrar pela sua proposta, na intenção de, agradando o cliente, gerar lucro para o negócio de forma a sustenta-lo. Se o cliente não quiser pagar por isso, mude de proposta ou de negócio e aproveite para avisar o concorrente que ele vai quebrar também.

Mas, algo parece mudar. Novamente a população engordou e provavelmente vão faltar recursos mais uma vez. Senão recursos naturais, alimentares ou de proteínas, faltarão recursos financeiros para continuar errando.

A fórmula para o sucesso é o estudo, a dedicação e o conhecimento absoluto sobre aquilo que se propõe a fazer. No mundo da gastronomia não é diferente. Da Vinci foi burro quando doou todos os seus bens à sua governanta e começou seu restaurante sem grana. Foi o início poético de um fim patético.

Negócio sem investimento não tem retorno, não é perene, não se sustenta. E a receita de sucesso no investimento é:

Conhecimento, esforço e dedicação misturados com dinheiro. Mas lembre-se de não picar o dinheiro, senão ele acaba.

Não seja burro, se não tiver processos de controles, corra pra cozinha, faça comida e depois vá pro caixa, senão o cliente vai embora satisfeito, mas sem pagar.

Carlos Giordano Júnior

Por Carlos Giordano Jr.
Numa alquimia de contrastes culinários e, retratada como uma contra cultura culinária cuja origem histórica é comprovadamente oriunda dos desejos de sobrevivência da humanidade, a gastronomia tem espaço controverso no difícil mundo da gestão por resultados.
Na segunda metade do século 16 um francês chamado Menon, declarou em um estudo, o termo Nouvelle Cuisine, mostrando nuances de variações à cozinha clássica da época. Depois, novamente esse termo apareceu no voo inaugural do Concorde em fins de 1969, como grande novidade, espalhando-se desde a França novamente para o mundo. Esse apelo à simplicidade e elegância na criação e apresentação dos pratos, impunha respeito aos que, ao pé do fogão, se lançavam a esse desafio.
Mas nem tudo é verdade. Há algo de poesia mesclada com história no tempero desse prato.
As faltas de matérias primas, de temperos, de insumos, de proteínas animais, de produtos básicos, de aromas…

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A fé, o líder e a capacidade de transformação

Ao longo de uma vida nos questionamos sobre a verdade.
O que é a verdade? Qual é a verdade?

E se, em um profundo questionamento, chegássemos à verdade sobre nós mesmos. Quem somos? De onde viemos? Em que cremos?

De maneira bem conservadora, a verdade é definida como aquilo que é pensado e previamente ajuizado, porém invariavelmente em concordância com o objeto. Então se a verdade está diretamente ligada à concordância, aquilo que não é verdade, favorece a dúvida, consequentemente a falta da crença.

Ora, ora, e sem crença, não existe a consciência.

Então a charada morta é que nos falta consciência por que não temos mais fé. Não cremos em nada que seja a verdade imaculada.

Outrora no meu mundo, a verdade era escancarada pelos pais aos filhos, pelo padre na Igreja, pelos avós aos netos, pelo juiz, pelo delegado, pelos professores aos seus alunos, verdadeiros homens da lei da verdade.

Mas que lei? De onde vieram senão das próprias crenças na verdade divina original, ou talvez, para alguns, na verdade alcançada no cosmos ou no universo?

Entretanto para os homens de pouca ou nenhuma fé, ainda existem os que julgam o Deus do amor e da verdade, numa inversão de valores, como se a criatura pudesse determinar como deveria ser o Criador. E se questionam, porque Deus permite tanta iniquidade? É que o homem moderno cria o seu próprio Deus conforme à sua vontade. Cômodo assim. E vive a sua vida medíocre, com suas crenças medíocres, numa sociedade igualmente medíocre, pobre de valores e principalmente de moral, fazendo uso de uma Constituição ou de um conjunto de leis que precisam ser reeditadas diariamente ao seu bel prazer.

Mas então quando será a volta de Jesus Cristo para nos salvar mais uma vez?
Sei lá, mas acho que até Deus não é mais brasileiro, de tanta vergonha. Se Jesus aparecesse por aqui, não iriam deixar nem Ele mesmo falar para não atrapalhar o esquema do PT.

Mas para viver nesse mundo, temos que ter motivação para isso. E motivação é o que a própria palavra diz: aquilo que nos “motiva a ação”. O amor é bom nisso. Quando amamos, temos motivos para agirmos para as boas ações. Portanto, amar o que fazemos, nos permite agirmos com muito mais assertividade.

O líder é sempre um ser apaixonado pelo que faz. Independente do mundo crer que tudo seja difícil ou impossível, ele simplesmente vai lá e faz.

Esses líderes têm um motivo contumaz que é o de irem sempre além das suas próprias expectativas e principalmente as dos outros. Dinheiro ou poder, por exemplo, não motivam um líder verdadeiro a fazer nada a mais. Ele interpreta como uma contraprestação daquilo que fez, e ponto.

Na meritocracia vista por um líder, só se merece colher daquilo que se plantou invariavelmente, se em conjunto com a equipe.

E como posso encontrar um líder para seguirmos?

De bate pronto procure quem tem amor pelas pessoas, paixão pelo trabalho, caráter, honra, moral e principalmente fé em Deus. Crença na verdade de Deus.
Esses líderes se mostram com energia inesgotável e suficiente para mudar o mundo para melhor, e sempre se inquietam tentando descobrir uma forma de mudar a situação.

Essas pessoas com alta motivação e senso da verdade, mesmo defronte a situações nada otimistas, mantém o seu autocontrole, seu desejo de mudar e de vencer, superando a frustração da realidade pessimista.
Se Cristo não voltar até lá… Esse é o cara.

Pense nisso!

Gestão Tributária – A fome do Leão

Por Carlos Giordano

Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil está no segundo lugar entre os países com a maior carga tributária da América Latina, perdendo para nosso vizinho portenho, onde o segundo melhor jogador de futebol perdeu seu posto para o lendário Pelé.

Aqui no país de Dilma do casaco vermelho, o PIB recebe a contribuição de 36,3% advinda dos Impostos e tributos pagos pelos apaixonados pelo futebol e pelo carnaval.

Mas isso não importa muito, se não compararmos aquilo que recebemos de volta em qualidade de vida. No nosso caso, esperamos receber mais carnaval e mais futebol, logo em breve. Escolas, hospitais, estruturas de saneamento básico, melhores condições de trabalho e renda ou preocupações com controles ambientais, quase não passam pela nossa necessidade imediata. Queremos mesmo é muito mais festa. Isso é bom, afinal a clássica política do pão e circo, aqui virou só o circo.

Enquanto isso, a realidade é chamada carinhosamente de “custo Brasil”. Que pena.

Para renovar seu guarda roupas, Dilma arrecada dezenas de tributos disfarçados entre contribuições, taxas, impostos e tantas outras formas, que é quase impossível termos o conhecimento correto daquilo que já devemos antes de nascermos. Tudo é dissimulado e dinâmico, como é dinâmico o conjunto de leis de nosso país, que são votadas nos corredores de Brasília, de acordo com a necessidade política imediata, considerando ainda três desejosos cobradores, a União, os Estados e os Municípios.

Essa fome absurda inviabiliza a construção de novas frentes de emprego, desestimulando investimentos seguros por parte do empresariado nacional.

A administração ou gestão tributária é complicada e ineficiente, abocanhando a energia do gestor desmotivando-o de seguir em frente em busca da eficiência econômica do seu negócio, pois se for acompanhar tantas normas, leis, instruções, atos ou decretos, acabará não trabalhando naquilo que realmente se obrigaria a fazer para melhorar os resultados.

E o pior é que no final, o mercado não absorve no preço de venda dos produtos, o repasse daquilo que o Governo deseja. E a economia sofre, o povo sofre e o governo ri.

Não podemos esquecer que ainda incide sobre tudo isso, o peso financeiro sobre o fluxo de caixa prejudicado pelo peso do ICMS que leva até mais de 20% do bruto, o IPI, COFINS e IR, Contribuição Social, INSS, FGTS, Contribuição Sindical, IPTU e IPVA entre outros, além de incidir também o custo dos serviços do departamento fiscal e contábil, que dedica todo o seu tempo a vigiar a porta da casa do Leão.

Não sei se é melhor dever para o Banco, para o Fornecedor ou para o Governo, ou fechar e sair de férias no exterior.

Assim, nos cabe como corajosos brasileiros, enquanto nem as fantasias, nem os Estádios ou nem os aeroportos estão prontos, adotarmos metodologias e planejamentos que permitam às empresas terem condições de se sustentarem a tantos Tsunamis fiscais.

No início de cada ano, obrigatoriamente, devemos rever nosso posicionamento, nossa forma de administrarmos os nossos pretensos resultados, no sentido de nos anteciparmos, vestindo armaduras de ferro contra mordidas de leão, ao invés de ficarmos reclamando, deitados na rede puída da varanda imaginária.

Esse planejamento permite às empresas sobreviverem praticando decisões estratégicas assertivas.

A consequência disso é a adequação de seus estoques às condições de caixa, de seus preços de venda na razão do atendimento às premissas comerciais de margens de lucro.

Buscar alternativas redutivas na engenharia fiscal, obtendo benefícios fiscais, reduções de impostos e melhores acordos com fornecedores e a boa leitura dos processos julgados com decisões favoráveis sobre inaplicabilidade de alguns impostos alterados nessa dinâmica legal, acompanhamento constante nas correções nos regimes tributários ou cancelamento das exigências fiscais, favorecerão muito o resultado financeiro da empresa, diminuindo as chances de fracasso.

Portanto, o estudo e a compreensão da área fiscal e jurídica da empresa, permitirá ao gestor, entender um pouco mais esse cenário, possibilitando a ele, negociar suas dívidas fiscais, dilatando o prazo de acordo com a necessidade do fluxo de caixa, excluindo impostos indevidos, multas aplicadas ou a cobrança de juros extorsivos, permitindo a sobrevida por mais um período longe do leão.

Pense nisso,

Muda Brasil

Na mitologia grega, Zeus era o Pai dos deuses do Olimpo e um belo dia
resolveu criar uma linda mulher a qual lhe deu o nome de Pandora. Esta
divina criatura, recebeu todos os dotes maravilhosos que uma mulher deveria
ter.

Sob as ordens de Zeus, lhe deram muitas qualidades, como a graça e a leveza,
a beleza, a capacidade de persuasão, a inteligência, a paciência, a
meiguice, habilidade na dança e nos trabalhos manuais. Mas, também colocaram
a traição e a mentira no seu coração. Parecida com Eva, aquela namorada do
Adão, que comeu a maçãzinha desgraçada.

Só que a ideia de Zeus era punir todos os homens com este presente feminino,
pois haviam recebido de Prometeu o fogo divino que por ele havia sido
roubado dos deuses do Olimpo.

Esta mulher tinha uma única restrição feita então por seu marido, chamado
Epimeteu: Nunca abrir a Caixa de Pandora, que havia ele recebido dos deuses.
Nesta caixa haviam guardados todos os males da humanidade. Mas a curiosidade
daquela criatura fez com que não resistisse à tentação. Abriu-a,
escondido do marido e os males escaparam. Correu para fecha-la mas só
conseguiu guardar lá dentro um único bem, a esperança.

Então, segundo esse mito, fomos condenados a viver num mundo de intriga, de
inveja, de cobiça, maledicência, falsidade, mentira, corrupção, traição,
intolerância, ganância e muita ilusão.

Hoje, no Brasil Lulista de Dilma do casaco vermelho, as leis, as
organizações, o governo, os políticos, enfim, a sociedade hipócrita, luta
para impedir as mudanças sociais, sobrepondo-se seus lucros às necessidades
da população que na maioria das vezes, sacrifica-se ao responsabilizar-se
por conseguir entrega-lo ao feitor. Um verdadeiro banditismo social.

No entanto, isso tudo é fruto da nossa própria postura e consciência social
e política.

Precisamos desalienar-nos, adquirindo a consciência crítica, o senso de
respeito, de ética, de moral, onde os valores sejam vividos e não escritos
no gelo, afim de que não se transfira a sua culpa a terceiros ou ao tempo
que passara sem que tivesse ao menos tentado mudar alguma coisa para melhor.

Na caixa de Pandora, ainda existe a esperança. Esperança na busca pela
felicidade, no encontro com a certeza de melhoria de vida, onde haja a
sensação agradável da paz e do conforto espiritual, onde mente e o corpo,
trabalhem para a alegria de viver.

Não podemos mudar o tempo, mas devemos mudar a nossa vida, transformando-nos
em verdadeiras obras do Deus do amor, do perdão e da felicidade.

Devermos correr agora, não podemos mais andar. Precisamos realizar o projeto
da nova história da dignidade, ao invés da triste história do fracasso e da
miséria. História da maioria inteligente, da maioria que trabalha, que luta
por um mundo melhor, mas que está silente, calada e aviltada pela ganância e
hipocrisia de poucos. Temos que fazer juntos um projeto de reinvenção,
focado no bem, na verdade de Deus e na paixão pelo que se faz. Temos que ter
mais coragem para mudar o mundo, mais iniciativa para começar essa mudança,
construindo os acontecimentos, participando efetivamente da ação, com a
alegria necessária para que algo aconteça.

Esqueça o negativismo, não espere que as coisas aconteçam na sua vida por
oferta de alguém, seja um artista e não um espectador, faça arte, viva,
respire, trabalhe e conquiste um mundo melhor para todos. Não espere, pois o
tempo não para.

Sem que se tenha a iniciativa e a ação de plantar uma semente, seguramente
não haverá a fartura e nem a festa da colheita.

Agradeço a Deus pela oportunidade de trabalhar.

Obrigado a todos que conviveram comigo neste ambiente sagrado de trabalho
que construímos juntos.

Obrigado aos que acreditaram em mim e na minha proposta de transformação das
pessoas simples em profissionais de respeito, de convicções, dignos e
merecedores de reconhecimento.

Parabéns a todos pelo convívio, enquanto tentamos construir nossos próprios
valores, nossas próprias crenças, experimentando viver a nossa fé, criando
assim um mundo de bênçãos e de paz.

Continuo com as boas sementes selecionadas que cultivei e as guardei em meu
coração, jogando-as sempre, sem cansar, em solos exageradamente ricos de fé
e de esperança.

Quem quiser plantar comigo, fique por perto.

Muda Brasil!